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Formação ORSB- 1º Módulo Regional Planalto, Sarandi e Celeiro
Data: 26 e 27 de julho
Local: Frederico Westphalen

Formação ORSB- 1º Módulo Regional  Serra
Data: 11 e 13 de Agosto
Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Caxias do Sul
Horário: 17hs e 30min.  às 22hs

Regional Noroeste - Cidade de Ijuí

21/08/10 - 1º Módulo
04/09/10 - 2º Módulo
16/10/10 - 3º Módulo

2º Módulo Regional  Serra
Data: 25 e 27 de Agosto
Local: 1º Núcleo do Cpers/Sindicato
Horário: 17hs e 30min.  às 22hs

3º Módulo Regional  Serra
Data: 22 e 24 de Setembro
Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Caxias do Sul
Horário: 17hs e 30min.  às 22hs

3º Módulo Regional  Sul
Data: 17 e 18 de agosto
Local: ASUFPEL, Rua XV de Novembro,262
Horário: 8hs as 17hs

2 º Módulo  Regional Missões - Santa Rosa: 
Data: 13 de novembro
                 
3º Módulo Regional Missões - Santa Rosa:

Data: a definir

2º Módulo Regional Missões Santo Ângelo
Data: a definir

3º Módulo Regional Missões Santo Ângelo

Data: a definir

3º Módulo Regional Altos da Serra

Data: 21 de agosto
Horário: das 14hs as 22hs

Inscrições através dos emails das regionais da CUT  com cópia jardelia.cutrs@terra.com.br



Posse da nova diretoria do Sintrajufe

Data: 03 de setembro

Horário: 20h

Local: Salão Inglês do Clube do Comércio - Porto Alegre - RS



Posse da nova direção do Sindicato dos Sapateiros de Igrejinha

Data: 17 de setembro

Horário: 19h

Local: Sociedade 10 de novembro



Curso de Formação da Juventude da Agricultura Familiar

1ª Etapa: 19, 20, 21 e 22 de agosto de 2010, em Francisco Beltrão- PR, tratando sobre o tema “Sociedade e Estado”

2ª Etapa: 11, 12 e 13 de novembro de 2010, em Florianópolis- SC, abordando o tema da “Organização Social e Desenvolvimento Rural”

3ª Etapa: 09, 10 e 11 de dezembro de 2010, em Marcelino Ramos- RS, enfatizando a “Conceituação e Contextualização da Juventude da Agricultura Familiar”

 
 
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Porto Alegre
 
Meio ambiente, sucesso e felicidade Imprimir E-mail
Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor

O que é sucesso para nós? Que critérios usamos para julgar se uma pessoa é bem ou mal sucedida? As nações usam o PIB (produto interno bruto), que mede tudo o que foi comprado e vendido num dado período, então o que não tiver preço, o que não puder ser objeto de compra e venda, não fará diferença na soma total, logo, ainda que se reconheça valor, não terá importância. Importante é o que tem preço e, por isso, o PIB é insensível. Se cair um avião sobre um edifício, por exemplo, ele cresce, pois mais um avião e um novo edifício terão de ser fabricados, seguros serão pagos, os caixões, flores, enterros custam dinheiro.

E no nível pessoal, como medimos o sucesso? Uma pessoa sem dinheiro, sem posses, que trabalha o dia inteiro, paga aluguel, que vive endividada cheia de prestações pode ser considerada uma pessoa de sucesso? Nos critérios atuais, não. E se ela, assim mesmo, for uma pessoa feliz, respeitada e reconhecida em sua comunidade, amada por sua família, e que desenvolve habilidades culturais, artísticas?

Se o critério de sucesso continuar sendo o econômico, então não só o meio ambiente terá de continuar a ceder mais recursos, como as pessoas terão de comprometer mais tempo de vida ao trabalho para produzir bens e riquezas numa ponta e se endividarem na outra para comprar estes bens em prestações a perder de vista.

Assim, passa a ter valor o que tem preço e pode ser negociado no mercado. O trabalho humano, por exemplo, para produzir coisas tem preço. Já o trabalho doméstico, para manter a casa e cuidar dos filhos, não tem preço, então não será tão valorizado quanto o trabalho para produzir coisas.

A saúde tem valor mas não tem preço. Já a doença tem preço, pois para nos tratar precisamos comprar remédios, pagar consultas e tratamentos, etc.

A felicidade tem valor, mas como não tem preço, não é importante como critério para se julgar o sucesso de alguém. Existem até piadinhas do tipo "se dinheiro não traz felicidade doe para mim o seu dinheiro e seja feliz" e, "o dinheiro não traz felicidade. Manda buscar."

Uma floresta em pé tem valor mas só tem preço quando suas árvores são derrubadas e transformadas em tábuas, móveis, ou cede o espaço para o plantio de outras espécies com preço. Os serviços que a floresta em pé nos oferece gratuitamente tem valor, mas não tem preço, como transformar carbono em oxigênio, fixar o solo e impedir sua erosão ou seu deslizamento, regular o micro clima e o regime de chuvas, permitir que as águas da chuva penetram nos mananciais podendo abastecer poços e nascentes em vez de irem correndo para o mar para virar água salgada. Então, entre ter uma floresta em pé que tem valor e ter uma floresta derrubada que tem preço, não haverá dúvidas, no atual modelo de medição de sucesso, em se derrubar a floresta. Assim, neste modelo, não tem cabimento a idéia de abrir mão da exploração da natureza, pois seria o mesmo que abrir mão de ter sucesso.

E, ainda, o que pode uns pobres bagres, micos, cobras e pererecas diante do direito quase sagrado de ser bem sucedido? Preservação da natureza passa a ser conversa de perdedores, de gente vendida aos interesses econômicos dos estrangeiros que, por sua vez, já se encarregaram de destruir toda a sua natureza e por isso mesmos são admirados pela riqueza que conseguiram! Ao exigirem que países pobres e em desenvolvimento não destruam suas naturezas, estão pretendendo condenar esses povos a serem eternos fracassados, e tem contado com os ambientalistas desses países como seus porta-vozes!!

Uma natureza arrasada é indicadora de que ali tem gente trabalhadora e de sucesso! Logo, não tem cabimento estabelecer limites para este sucesso impedindo que pessoas tão trabalhadoras e nacionalistas deixem de avançar mais e mais sobre a natureza!!

As pessoas sentem-se autorizadas a irem além da destruição ambiental para atender suas necessidades de consumo. Querem é mais! Querem poder acumular o mais que for possível, para atender outras necessidades, a de reconhecimento social e poder. Passam a consumir os recursos do planeta não por que precisam, mas por que querem, podem, merecem!

O resultado disso é que nem bem conseguimos suprir as necessidades básicas de bilhões de seres humanos que passam fome e cuja sobrevivência a cada dia é um milagre, e já estamos avançando além da capacidade de regeracao da natureza em cerca de 30%.

Precisamos urgentemente de um outro indicador de medição de sucesso, que valorize o ganho econômico, mas que também valorize a saúde, a paz de espírito, a qualidade de vida, o tempo de vida dedicado ao domínio de uma arte, à cultura, ao lazer, ao turismo, ao trabalho voluntário pelo bem comum.

Do jeito que vamos, não só a natureza terá de ceder mais e mais como as pessoas terão de dedicar cada vez mais horas do seu tempo ao trabalho para produzirem coisas que comprarão depois endividando-se em prestações a perder de vista, e a sociedade nunca terá tido tantas pessoas infelizes, frustradas, entediadas.

Será isso mesmo que queremos para nossas vidas, e para as vidas de nossos filhos e netos?

 
 
 
 



     
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